O Demônio da Coca-cola
– Eu sou o demônio da Coca-cola! Filho do Líquido Negro, Senhor de Todas as Bolhinhas de Gás! Arauto do Prazer Gaseificado!
– Eu sempre achei que era bom demais pra ser verdade — disse um dos rapazes, colocando o copo da lado.
– Eu disse pra não esfregar a garrafa — falou o outro.
O Demônio abreu os braços, surpeso.
– Mas vocês têm direito a três pedidos!
– Opa — disse o rapaz, pegando o copo de volta.
Bernardo Moraes, Minimundo (Colleção 2000, Instituto Estadual do Livro)